DHL posiciona Brasil como hub logístico global e acelera fluxo de cargas entre continentes


Com otimização operacional, estratégia utiliza Guarulhos e Viracopos como gateways globais para acelerar o comércio regional e atender setores de alta complexidade; modelo operacional posiciona o Brasil no centro da redistribuição de cargas entre Ásia, Europa e Américas


SÃO PAULO, Março de 2026 – A DHL Global Forwarding anuncia uma nova estratégia logística regional, com a implementação de um modelo de hubs no Brasil. Ao utilizar os aeroportos de Guarulhos (GRU) e Viracopos (VCP) como gateways estratégicos, a companhia reforça o papel do Brasil como centro de distribuição de cargas entre Ásia, Europa e Américas.

Brasil ganha protagonismo como hub logístico global ao integrar modais e ampliar a eficiência no fluxo internacional de cargas.

A iniciativa projeta um crescimento de até 30% no volume de cargas consolidadas até o final de 2026 com foco na inteligência de malha. Isso significa que a companhia vai ampliar o uso da vasta conectividade brasileira para abastecer mercados na América Latina com maior agilidade. O modelo já demonstra ganhos de eficiência, com metas de otimização operacional que vão de 10 a 30%.

Novo modelo posiciona o Brasil como centro estratégico na redistribuição de cargas entre continentes.

A iniciativa reforça o papel do Brasil na malha logística internacional ao aproveitar sua localização geográfica privilegiada, a robustez da infraestrutura aeroportuária e a elevada conectividade aérea do país. Historicamente, cargas vindas da Ásia ou da Europa com destino aos países do Cone Sul costumavam ser enviadas via Miami, a partir de onde eram redistribuídas. O novo modelo inverte essa lógica.


Eric Brenner, CEO da DHL Global Forwarding para o Brasil.

“O Brasil está pronto para ser o protagonista logístico da região e assumir um papel cada vez mais proeminente no cenário logístico global. Temos a infraestrutura para operações complexas e uma localização que nos permite oferecer tempos de trânsito competitivos com os grandes gateways globais”, afirma Eric Brenner, CEO da DHL Global Forwarding para o Brasil.

Guarulhos e Viracopos se consolidam como hubs estratégicos da DHL, impulsionando a eficiência logística e o fluxo internacional de cargas no Brasil.

Os aeroportos terão papéis complementares na estratégia desenvolvida pela DHL Global Forwarding. Guarulhos oferece maior frequência de voos para conexões rápidas, enquanto Viracopos, absorve demandas de cargas maiores com a mesma agilidade de conexão. O foco é para o transporte de carga geral e seca, atendendo indústrias que exigem rigor técnico e velocidade, como Tecnologia, Automotivo, Engenharia e Manufatura e Óleo e Gás, segmentos que tendem a capturar os maiores ganhos de eficiência e competitividade com o novo modelo de consolidação regional.

Ao manter a carga dentro da zona alfandegária, diferentemente do que ocorre em outros gateways globais, a DHL reduz drasticamente o manuseio e os riscos associados, fatores críticos para mercadorias de alto valor agregado. A operação torna-se mais ágil e digital com soluções que permitem gerenciar o trânsito internacional de forma segura e padronizada.

Para o mercado, o principal atrativo é a competitividade tarifária. "O Brasil tem uma frequência aérea superior a 600 voos internacionais mensais, o que nos permite otimizar rotas", explica André Maluf, diretor de Produto Aéreo da companhia. Essa dinâmica amplia a escala da operação e sustenta o potencial de crescimento. "Nos últimos anos, o Brasil tem registrado superavit em valores de mercadorias, com exportações superando importações. Essa revisão no modelo de operação logística é uma forma inteligente de aproveitar essa malha aérea e oferecer uma alternativa logística robusta para a região, que muitas vezes depende excessivamente de voos de passageiros com capacidade limitada", completa Maluf.

Eficiência e Sustentabilidade

A agilidade do Hub é impulsionada pelos avanços nos sistemas digitais aduaneiros, que viabilizaram processos totalmente digitais e padronizados. Além do ganho financeiro, a estratégia contribui para as metas de sustentabilidade da DHL de zerar emissões até 2050, ao otimizar rotas e maximizar o preenchimento de aeronaves que já estariam em operação.
Com a maturação deste ecossistema em 2026 e o cenário favorável de acordos internacionais como UE-Mercosul, a DHL consolida o Brasil não apenas como uma parada, mas como o motor da eficiência logística no Hemisfério Sul.


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