Seminário LIDE Agronegócios debate dependência de fertilizantes importados e consolidação dos bioinsumos no Brasil
A elevada dependência brasileira de fertilizantes importados e o crescimento dos bioinsumos foram os principais temas discutidos durante o Seminário LIDE - Agronegócio, realizado na última quarta-feira (8), na Casa LIDE, em São Paulo. O encontro reuniu lideranças do setor para debater os desafios e oportunidades do agronegócio diante de um cenário global cada vez mais instável.
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| A senadora Tereza Cristina durante o Seminário LIDE - Agronegócio, destacando os desafios da dependência de fertilizantes importados e o avanço dos bioinsumos no Brasil. |
Durante o painel, a senadora Tereza Cristina chamou atenção para a vulnerabilidade do Brasil em relação ao fornecimento de insumos essenciais. Segundo ela, até 90% dos fertilizantes utilizados no país são importados, o que expõe o produtor rural às oscilações geopolíticas e à volatilidade de preços internacionais.
“Estamos vendo as dificuldades que o Brasil e o resto do mundo enfrentam nesse momento”, afirmou a ex-ministra, ao destacar os impactos diretos desse cenário nos custos de produção agrícola.
Como alternativa estratégica, Tereza Cristina destacou o avanço dos bioinsumos no país. De acordo com a senadora, o Brasil já lidera o uso de defensivos biológicos, com mais de 60% dos agricultores adotando essas soluções, em um mercado que vem apresentando crescimento consistente nos últimos anos.
| O ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues durante participação no Seminário LIDE - Agronegócio, debatendo o papel estratégico do Brasil na segurança alimentar global. |
O tema também foi reforçado por outras lideranças presentes. O ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues destacou a transformação do agronegócio brasileiro e seu potencial de protagonismo na segurança alimentar global.
| O deputado federal Arnaldo Jardim durante o Seminário LIDE - Agronegócio, defendendo políticas públicas voltadas à inovação, sustentabilidade e segurança jurídica no agro. |
Já o deputado federal Arnaldo Jardim enfatizou a importância de consolidar uma estratégia de Estado para o setor, baseada em inovação, sustentabilidade e segurança jurídica. Para ele, o fortalecimento de políticas públicas é fundamental para garantir competitividade ao Brasil em um ambiente internacional mais desafiador.
Outro ponto relevante abordado no seminário foi a integração produtiva como vetor de eficiência no campo. A presidente da ABV - Agropecuária Bela Vista, Carla Freitas, destacou o papel do Brasil como parte da solução para os desafios globais de produção de alimentos.
“Com escala, tecnologia e respeito à natureza, a gente cria mecanismos para produzir alimento com sustentabilidade”, afirmou.
Carla também ressaltou os benefícios da integração lavoura-pecuária, modelo que tem contribuído para a recuperação do solo, aumento da produtividade e redução de riscos. Segundo ela, a adoção do sistema elevou significativamente a rentabilidade de sua operação. “Depois que fui para a integração, consegui fazer seis, sete vezes mais a rentabilidade da minha fazenda”, concluiu.
O debate reforçou a necessidade de o Brasil avançar na redução da dependência externa de insumos e, ao mesmo tempo, investir em soluções sustentáveis e inovadoras para consolidar seu papel estratégico no agronegócio global.
Diante desse cenário, o Seminário reforça que o futuro do agronegócio brasileiro passa por decisões estratégicas que vão além da produtividade. Reduzir a dependência de insumos importados, ampliar o uso de bioinsumos e fortalecer políticas públicas estruturantes são passos fundamentais para garantir competitividade, previsibilidade e segurança alimentar. Em um ambiente global cada vez mais sensível a fatores geopolíticos e climáticos, o Brasil tem a oportunidade de fortalecer sua posição como protagonista, desde que invista em inovação, sustentabilidade e autonomia produtiva.
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