Eletrificação avança no Porto de Santos e DP World amplia investimentos em operação sustentável
A transformação energética dos terminais portuários brasileiros ganhou um novo capítulo no Porto de Santos, principal complexo portuário da América Latina. A DP World anunciou a incorporação de 15 novos ITVs (Internal Terminal Vehicles) e três Reach Stackers elétricos para sua operação no terminal santista, reforçando a estratégia de expansão operacional aliada à redução de emissões de carbono.
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| Novos Reach Stackers elétricos da DP World iniciam operação no Porto de Santos, marcando avanço da eletrificação portuária no Brasil. |
Os equipamentos serão utilizados na movimentação e empilhamento de contêineres e marcam um avanço importante no processo de modernização da infraestrutura portuária nacional. Segundo a companhia, o terminal passa a ser o primeiro do Porto de Santos a operar reach stackers totalmente elétricas, consolidando uma tendência global de eletrificação das operações logísticas.
| A modernização do Porto de Santos ganha força com a chegada de equipamentos elétricos voltados à movimentação de contêineres e redução de emissões. |
A empresa estima que os novos veículos elétricos possam evitar a emissão de mais de 500 toneladas de CO₂ por ano quando comparados aos modelos movidos a diesel. O movimento acompanha uma crescente pressão internacional por operações mais sustentáveis, especialmente em cadeias logísticas ligadas ao comércio exterior.
Expansão operacional e investimentos bilionários
A chegada dos novos equipamentos ocorre em paralelo ao plano de expansão da operação da companhia em Santos. A DP World mantém investimentos superiores a R$ 2 bilhões no terminal, com objetivo de elevar a capacidade operacional para 1,7 milhão de TEUs até 2026 e alcançar 2,1 milhões até 2028.
O crescimento da movimentação de contêineres no Brasil vem exigindo dos operadores portuários não apenas aumento de capacidade, mas também ganhos de produtividade, eficiência energética e redução de custos operacionais.
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| Terminal da DP World amplia eficiência operacional com ITVs elétricos e reforça investimentos sustentáveis no maior porto da América Latina. |
Equipamentos elétricos vêm ganhando espaço no setor justamente por oferecerem menor consumo energético, redução significativa de ruídos e custos reduzidos de manutenção em relação às máquinas tradicionais movidas a combustível fóssil.
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| Fabio Siccherino CEO e Membro do Conselho da DP World Brasil |
“Seguimos acelerando nossos investimentos no Brasil, com foco em inovação, segurança, eficiência operacional e redução de emissões”, afirmou Fabio Siccherino.
Infraestrutura elétrica se torna novo desafio dos portos
Apesar dos avanços tecnológicos, a eletrificação portuária também amplia desafios relacionados à infraestrutura energética dos terminais. A necessidade de reforço da rede elétrica, aumento da capacidade de fornecimento e adaptação operacional passam a ser fatores críticos para sustentar operações contínuas com equipamentos de alta demanda energética.
Recentemente, a DP World concluiu a eletrificação integral da frota de RTGs (Rubber Tyred Gantry Cranes) no terminal santista. O projeto recebeu investimentos superiores a R$ 100 milhões e envolveu a conversão de 22 equipamentos antes movidos a combustível fóssil.
A companhia informa ainda que atualmente utiliza 99,47% de energia renovável certificada por I-REC em suas operações brasileiras, reforçando o alinhamento às metas globais de descarbonização do setor logístico e marítimo.
Nos próximos meses, o terminal deverá receber quatro novos portêineres e mais 15 RTGs, em um cenário de crescimento contínuo da demanda por movimentação de cargas e aumento da pressão por modernização da infraestrutura portuária nacional.
Modernização portuária entra em nova fase no Brasil
A adoção de equipamentos elétricos no Porto de Santos evidencia uma mudança estrutural no setor portuário brasileiro. Mais do que uma pauta ambiental, a eletrificação passa a ser tratada como fator estratégico de competitividade, eficiência operacional e preparação para as novas exigências do comércio global.
O avanço desse modelo também sinaliza que os portos brasileiros precisarão acelerar investimentos em energia, automação e infraestrutura inteligente para acompanhar a evolução logística internacional. A tendência é que operações cada vez mais sustentáveis deixem de ser diferencial e passem a representar requisito básico para inserção competitiva nos grandes corredores globais de transporte e exportação.
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