BASF destaca inovação, sustentabilidade e investimentos para fortalecer o biodiesel brasileiro

Durante o III Fórum Biodiesel e Bioquerosene da Ubrabio, companhia apresentou avanços em Análise de Ciclo de Vida, investimentos de R$ 40 milhões na planta de Guaratinguetá e projeto pioneiro com frota movida a B100


Durante o evento da Ubrabio, a BASF destacou investimentos de R$ 40 milhões na planta de Guaratinguetá e iniciativas para tornar a produção ainda mais sustentável.

A BASF reforçou seu protagonismo na transição energética e no desenvolvimento da cadeia do biodiesel durante o III Fórum Biodiesel e Bioquerosene da Ubrabio. Em meio aos desafios globais relacionados à descarbonização e ao aumento das exigências regulatórias internacionais, a companhia destacou como a ciência, a inovação e os investimentos industriais vêm contribuindo para ampliar a competitividade do biodiesel brasileiro no mercado mundial.


Ao longo do evento, especialistas da empresa apresentaram iniciativas voltadas à sustentabilidade, eficiência produtiva e redução das emissões de carbono, reforçando o compromisso da BASF com o avanço dos biocombustíveis e da economia de baixo carbono.



Ciência e dados fortalecem a competitividade do biodiesel


Durante o painel “Do campo ao mercado: como a Análise de Ciclo de Vida fortalece o biodiesel brasileiro”, Rodolfo Viana, diretor-presidente da Fundação ECO+/BASF, destacou a importância da utilização de métricas científicas e auditáveis para comprovar os benefícios ambientais e socioeconômicos do biodiesel nacional.


Segundo o executivo, a Análise de Ciclo de Vida (ACV) tornou-se uma ferramenta estratégica para demonstrar, de forma técnica e transparente, o desempenho ambiental dos biocombustíveis brasileiros diante das crescentes exigências regulatórias internacionais, especialmente na Europa.


Rodolfo Viana, diretor-presidente da Fundação ECO+/BASF

“A pauta da sustentabilidade atrai uma percepção inicialmente positiva, mas precisamos ir além e demonstrar a viabilidade econômica e o impacto nos negócios. Essa análise pautada em ciência e dados comparáveis e auditáveis é fundamental, especialmente diante das rigorosas exigências regulatórias em discussão hoje na comunidade europeia”, afirmou Viana.


A metodologia avalia os impactos ambientais ao longo de toda a cadeia produtiva, desde a produção agrícola até os processos industriais envolvidos na fabricação do biodiesel. Um estudo conduzido pela Fundação ECO+ junto à Caramuru, uma das maiores processadoras de grãos do país, apontou emissões de aproximadamente 0,91 kg de CO₂ equivalente para cada quilo de biodiesel produzido em uma de suas unidades, resultado considerado competitivo em comparação aos parâmetros observados em diferentes estudos do setor.


Além da redução das emissões, a análise também permite mensurar impactos socioeconômicos positivos, incluindo o fortalecimento da agricultura familiar, a inclusão de jovens e mulheres no meio rural e a geração de desenvolvimento regional.


BASF investe em tecnologia e expansão sustentável


No painel dedicado à evolução tecnológica da indústria de biodiesel, Marina Pitta, Líder de Marketing para Monômeros da BASF América do Sul, ressaltou a importância da química como elemento fundamental para viabilizar a transição energética.


Marina Pitta, Líder de Marketing para Monômeros da BASF América do Sul


“Sem química, não há transição energética e sem catalisador, não há biodiesel. A BASF atua com um portfólio integrado de soluções para a indústria, investindo globalmente cerca de 2 bilhões de euros ao ano em pesquisa e desenvolvimento, com um olhar afiado para a sustentabilidade”, destacou.


Um dos principais destaques apresentados pela companhia foi a planta de produção de metilato de sódio localizada em Guaratinguetá (SP), considerada estratégica para o setor de biodiesel. O produto é o principal catalisador utilizado na fabricação do combustível renovável.


Inaugurada em 2011, a unidade foi pioneira na América do Sul ao utilizar a tecnologia de coluna de destilação reativa, modelo que servirá de referência para a futura planta da BASF na Alemanha. Com capacidade de produção de 90 mil toneladas anuais, a instalação está preparada para atender ao crescimento da demanda impulsionada pela ampliação das misturas obrigatórias de biodiesel no Brasil.


R$ 40 milhões para reduzir emissões


Como parte de sua estratégia global de sustentabilidade, a BASF anunciou investimentos de aproximadamente R$ 40 milhões para a eletrificação da caldeira da unidade de Guaratinguetá. A iniciativa substituirá sistemas convencionais de combustão, reduzindo significativamente as emissões de gases de efeito estufa da operação.


A ação integra as metas globais da companhia, que prevê a redução de 25% das emissões de escopo 1 e 2 até 2030 e a neutralidade climática até 2050.


Projeto pioneiro com caminhões movidos a B100


Outra iniciativa apresentada durante o fórum foi o projeto desenvolvido em parceria com a Ambipar para utilização de caminhões movidos exclusivamente a biodiesel B100 no transporte de metilato de sódio.


O objetivo é avaliar, em condições reais de operação, os ganhos ambientais, econômicos e operacionais proporcionados pelo uso do combustível renovável.


“A BASF quer continuar sendo parceira estratégica nos avanços do biodiesel brasileiro, por isso buscamos, através deste projeto, contribuir com dados concretos sobre a eficiência econômica, redução da pegada de carbono e benefícios operacionais”, concluiu Marina Pitta.


Com investimentos contínuos em inovação, sustentabilidade e desenvolvimento tecnológico, a BASF reforça seu compromisso com a transformação energética do país e com o fortalecimento de uma cadeia de biodiesel cada vez mais competitiva, eficiente e alinhada às demandas globais de descarbonização.




BASF - www.basf.com/br/pt


Canal Diesel – www.canaldiesel.com.br

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