Para a Farizon, eletrificação está redefinindo a forma como as empresas operam a logística
- Durante participação no Summit Future Mobility, Rodrigo Pikussa defendeu que a evolução da eletromobilidade vai muito além da substituição dos motores a combustão, impulsionando mudanças na gestão de frotas, no uso de dados, na infraestrutura de recarga e na eficiência operacional das empresas.
24/06/2026 – A eletrificação dos transportes deixou de ser apenas uma discussão sobre sustentabilidade para se consolidar como uma estratégia de competitividade logística. Essa foi uma das principais mensagens apresentadas por Rodrigo Pikussa, diretor executivo da Farizon no Brasil, durante sua participação no palco Summit da Future Mobility 2026.
Segundo o executivo, o setor vive um momento de transformação que ultrapassa a simples adoção de novas tecnologias. Para ele, a eletrificação está provocando uma revisão profunda na forma como as empresas planejam rotas, gerenciam ativos, monitoram operações e estruturam suas estratégias logísticas. “Estamos vivendo uma transformação da logística, da forma como transportamos e da forma como enxergamos todo esse ecossistema”, afirmou.
O executivo destacou que as primeiras iniciativas de eletrificação foram impulsionadas principalmente por metas ambientais e de redução de emissões. No entanto, à medida que o mercado amadureceu, fatores ligados à eficiência operacional e ao retorno financeiro passaram a ocupar papel central nas decisões das empresas. “A primeira sustentabilidade que qualquer empresa precisa garantir é a sua sustentabilidade financeira”, ressaltou.
Nesse contexto, o executivo apresentou indicadores que demonstram a evolução da competitividade dos veículos elétricos comerciais. Segundo ele, o custo de abastecimento pode ser até 70% menor quando comparado ao diesel, enquanto os custos de manutenção tendem a ser entre 50% e 70% inferiores, resultado direto da simplificação mecânica dos sistemas de propulsão elétrica.
Enquanto um veículo a diesel possui aproximadamente 1.400 componentes móveis sujeitos a desgaste, um veículo elétrico opera com cerca de 200 peças móveis, reduzindo significativamente a necessidade de intervenções e aumentando a previsibilidade operacional. “Quanto mais o veículo roda, maior é a captura desses benefícios. Por isso, a utilização do ativo passa a ser um elemento fundamental para o sucesso da operação”, explicou.
Além dos ganhos operacionais, Pikussa destacou que a redução contínua dos custos das baterias, a ampliação da infraestrutura de recarga e o aumento da oferta de modelos disponíveis estão criando condições cada vez mais favoráveis para a expansão da eletromobilidade no transporte comercial.
Segundo ele, o momento atual representa uma fase importante de amadurecimento do setor, impulsionada pela combinação entre escala produtiva, evolução tecnológica e desenvolvimento do ecossistema de suporte.
Tecnologia, dados e operação caminham juntos – Durante a apresentação, Rodrigo defendeu que o sucesso da eletrificação depende de uma visão mais ampla do que simplesmente a aquisição de veículos. Para ele, a construção de um ecossistema eficiente envolve planejamento energético, infraestrutura de recarga, gestão de autonomia, manutenção especializada, conectividade e monitoramento contínuo das operações. “O veículo é apenas uma parte da equação. A transformação acontece quando tecnologia, infraestrutura e gestão passam a trabalhar de forma integrada”, destacou.
Nesse cenário, a telemetria e a análise de dados assumem papel estratégico. Segundo o executivo, ferramentas de monitoramento permitem otimizar rotas, acompanhar padrões de condução, ampliar a disponibilidade dos veículos e aumentar a eficiência das operações. “Veículo elétrico sem telemetria é como voar às cegas”, afirmou.
Farizon aposta em ecossistema completo para eletrificação – Parte do Grupo Geely e representada no Brasil pelo Grupo Timber, a Farizon atua exclusivamente no desenvolvimento de veículos comerciais eletrificados e atualmente lidera esse segmento na China.
A companhia foi a primeira fabricante do setor a superar a marca de 500 mil veículos elétricos comerciais produzidos e mantém operações em diversos mercados globais, incluindo Europa, América Latina e Ásia. No Brasil, a marca iniciou suas operações em 2026 e apresentou na Future Mobility modelos voltados às aplicações urbanas e de distribuição regional, além de soluções de pós-venda móvel e infraestrutura de recarga.
Para Rodrigo Pikussa, entretanto, o avanço da eletromobilidade será determinado não apenas pela evolução dos veículos, mas pela capacidade das empresas de integrar tecnologia, conectividade, energia e inteligência operacional em suas estratégias logísticas. “A eletrificação está deixando de ser apenas uma mudança tecnológica para se tornar uma transformação operacional”, concluiu..
Créditos:
Textofinal de Comunicação Integrada
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