Sete décadas de evolução marcam a história da operação de eixos da Cummins Brasil
Sete décadas de evolução marcam a história da operação de eixos da Cummins Brasil
Operação reúne 70 anos de engenharia e desenvolvimento industrial, desde o início da produção de eixos, em 1956, até os novos caminhos da mobilidade
28/08/2026 – A história da operação de eixos da Cummins em Osasco (SP) começou antes mesmo da consolidação da indústria automobilística brasileira. Suas origens estão associadas à Companhia Brasileira de Material Ferroviário (Cobrasma), criada em 1944 para atender à expansão das ferrovias no País. Em 1946, o primeiro vagão produzido pela empresa entrou em operação e, dois anos depois, a Cobrasma realizou sua primeira corrida de aço em parceria com a American Steel Foundries para a fabricação de componentes ferroviários. Em 1954, a implantação de uma forjaria ampliou a capacidade industrial da operação.
A transformação da indústria brasileira abriu um novo caminho. Com o avanço da nacionalização da produção de veículos e a expansão do segmento de caminhões, a Cobrasma direcionou parte de sua estrutura para o setor automotivo. A partir de um acordo com a Timken-Detroit, divisão da norte-americana Rockwell Spring and Axle Company, passou a montar eixos dianteiros e traseiros para veículos comerciais.
| Seção de usinagem de semieixos (1959) |
Em 16 de julho de 1956, nasceu a Oficina de Peças para Automóveis, precursora da atual operação de eixos da Cummins em Osasco. A Rockwell detinha 30% de participação no empreendimento, que marcou o início de uma nova etapa industrial da Cobrasma e deu origem a uma trajetória de sete décadas ligada à evolução da indústria brasileira de veículos comerciais.
Em 1957, a operação recebeu o nome de Cobrasma Rockwell Eixos S.A. (Cresa) e se consolidou na fabricação de componentes para a indústria automobilística, entre eles eixos dianteiros e traseiros. Em novembro de 1961, passou a se chamar Braseixos Rockwell S.A. e, no ano seguinte, incorporou a fabricação de diferenciais, o que permitiu avançar para a produção de eixos completos. Em março de 1973, a empresa adotou o nome Braseixos S.A.
| Modelagem semieixo (1959) |
Os anos 1970 marcaram um período de forte expansão. A empresa chegou a reunir cerca de 4 mil colaboradores e, em 1974, inaugurou uma segunda fábrica em Osasco (SP). A divisão de eixos produzia componentes como vigas, coroas, pinhões, semieixos, engrenagens, pontas de eixo, braços de direção e garfos de mudança, enquanto a divisão de forjaria fabricava peças como bielas, árvores de manivelas, eixos de motoniveladoras, braços de direção e componentes para esteiras de tratores.
Nesse período, a Braseixos se consolidou como uma das principais fabricantes independentes de eixos da América Latina e uma das maiores fornecedoras nacionais de autopeças. Com produção destinada tanto ao mercado brasileiro quanto às exportações, sua capacidade alcançou 370 mil eixos por ano e seus produtos estavam presentes em grande parte dos veículos produzidos no País. No final de 1978, a expansão prosseguiu com a inauguração, em Sumaré (SP), de uma unidade destinada à fabricação de eixos para tratores.
Uma nova mudança societária ocorreu em 1987, quando a Rockwell adquiriu da Cobrasma o restante das ações da Braseixos. Surgia a Rockwell Braseixos S.A., que se tornou uma das maiores operações da divisão automotiva da Rockwell no mundo, com cinco fábricas e mais de 4,5 mil funcionários.
Em 1997, o desmembramento da Rockwell International deu origem a uma nova etapa dessa trajetória. A operação brasileira passou a integrar a Meritor, fornecedora global de componentes e sistemas para fabricantes de veículos. No Brasil, a divisão dedicada aos veículos pesados manteve a produção de eixos para veículos comerciais, com atendimento ao mercado interno e às exportações.
A trajetória também incluiu a atuação no segmento de sistemas de freios. A Freios Master, especializada em soluções para veículos comerciais, havia sido fundada em 1986, em Caxias do Sul (RS), com participação da Meritor e da Randon.
Nos anos 2000, a Meritor se uniu à norte-americana Arvin Industries, especializada em sistemas para veículos leves, e a operação brasileira passou a adotar o nome ArvinMeritor do Brasil. A união permaneceu até 2011, quando, após a venda dos negócios de veículos leves, a empresa retomou o nome Meritor e concentrou sua atuação global nos mercados de veículos comerciais e industriais. No Brasil, Osasco permaneceu como referência na produção e no desenvolvimento de eixos e sistemas de drivetrain para veículos comerciais.
A proximidade com os clientes também orientou novos movimentos. Em 2013, a Meritor implantou uma operação no Parque de Fornecedores da MAN, em Resende (RJ), dedicada à montagem de eixos destinados aos caminhões da Volkswagen Caminhões e Ônibus.
A nova era Cummins – Em 2022, essa trajetória ganhou um novo capítulo com a aquisição global da Meritor pela Cummins. Anunciada em fevereiro e concluída em agosto daquele ano, a operação reuniu duas empresas com competências complementares e incorporou à Cummins a experiência, as tecnologias e o portfólio da Meritor em eixos, sistemas de frenagem, drivetrain, aftermarket e soluções para powertrain elétrico.
A integração ampliou a atuação da Cummins no trem de força e fortaleceu sua capacidade de desenvolver soluções integradas para veículos comerciais e aplicações industriais, tanto com tecnologias de combustão interna quanto elétricas. Os eixos e sistemas de freios passaram a integrar o negócio de Componentes da Cummins, conectando competências construídas ao longo de décadas pela antiga Meritor a uma estrutura global voltada ao desenvolvimento de diferentes tecnologias de energia e mobilidade.
A aquisição também ganhou relevância diante da transformação tecnológica da indústria. Ao reunir motores, componentes, eixos, sistemas de frenagem e competências em eletrificação, a Cummins ampliou sua capacidade de atuar sobre diferentes pontos do powertrain e de desenvolver soluções voltadas à eficiência energética e à descarbonização, em linha com sua estratégia Destino ao Zero.
Para Osasco, a integração à Cummins preservou uma história industrial iniciada em 1956 e, ao mesmo tempo, abriu uma nova etapa. A experiência acumulada na produção e no desenvolvimento de eixos passou a fazer parte de uma estrutura global de tecnologia, engenharia e inovação, ampliando as possibilidades de desenvolvimento de soluções para as novas demandas dos veículos comerciais.
Ao completar 70 anos de operação em 2026, a fábrica de Osasco reúne diferentes capítulos da própria evolução da indústria automotiva brasileira. Da produção dos primeiros eixos para uma indústria de caminhões ainda em formação às atuais soluções voltadas à eficiência, eletrificação e novas arquiteturas de powertrain, a unidade atravessou mudanças de mercado, controle e tecnologia sem perder sua especialização em eixos.
Hoje, como parte da Cummins, essa trajetória de sete décadas se conecta aos próximos movimentos da mobilidade e dá continuidade a uma história construída a partir da engenharia, da capacidade industrial e da constante evolução tecnológica.
SOBRE A CUMMINS BRASIL – Líder global em energia, possui unidades de negócios complementares que projetam, fabricam e distribuem motores, serviços e tecnologias relacionadas para a um amplo portfólio de soluções de energia. Seu portfólio inclui também sistemas de combustível, turbos, soluções para emissões, eixos, cardans, componentes e sistemas de geração de energia elétrica. Presente no país há mais de cinco décadas, produz uma variada gama de motores para diversos segmentos do mercado, entre caminhões de todos os portes, pick-ups, ônibus, aplicações estacionárias, máquinas de construção, equipamentos agrícolas, máquinas para mineração e aplicações marítimas. Possui duas unidades fabris: no município de Guarulhos (SP), onde estão as áreas de motores, geradores, turbos e soluções de emissões. Já em Osasco (SP), a Cummins Drivetrain and Braking Systems (CDBS) produz eixos, cardans e componentes para veículos comerciais e fora-de-estrada. Para mais informações, acesse ao nosso site www.cummins.com.br.
Texto Final de Comunicação Integrada
Cummins Brasil
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