SIMEA 2026 chega ao último dia com debates sobre digitalização, transição energética e liderança feminina
33ª edição do Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva reúne, em São Paulo, representantes da indústria, governo e academia para discutir caminhos tecnológicos para uma mobilidade mais sustentável
A 33ª edição do Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva (SIMEA 2026) chega nesta quinta-feira, 27 de agosto, ao seu segundo e último dia de programação, no Novotel Center Norte, em São Paulo (SP). Promovido pela Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA), o evento reúne especialistas, executivos, engenheiros, pesquisadores e representantes do poder público em torno do tema “Brasil em Movimento: Engenharia e Tecnologia a Serviço da Sustentabilidade”.
Realizado nos dias 26 e 27 de agosto, o SIMEA 2026 coloca em discussão diferentes caminhos tecnológicos para a evolução da mobilidade brasileira, com destaque para biocombustíveis, inteligência artificial, digitalização, conectividade, eficiência energética, manufatura e desenvolvimento da engenharia nacional.
Primeiro dia destacou biocombustíveis, Agro 5.0 e tecnologia brasileira
A programação teve início na quarta-feira (26), com a participação de lideranças da indústria e do governo. A cerimônia de abertura reuniu Marcus Vinicius Aguiar, presidente da AEA; Claudio Sahad, presidente do Sindipeças; Igor Calvet, presidente da Anfavea; Marcelo Godoy, presidente da Abeifa; Marinna Silva, diretora de Marketing da AEA e coordenadora do SIMEA 2026; Daniel Randon, presidente de honra da edição; e Adalberto Maluf, secretário do Meio Ambiente Urbano e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente.
Entre os destaques do primeiro dia esteve o painel “A força motriz do Brasil: Agro 5.0, biocombustíveis e mobilidade sustentável para pesados”, que colocou em debate a combinação entre tecnologia agrícola, novas soluções energéticas e as demandas de descarbonização do transporte de cargas.
A programação também abordou o avanço da inteligência artificial e das novas arquiteturas veiculares. Leimar Mafort, gerente de engenharia da Bosch, apresentou o tema “IA e novas arquiteturas ampliando decisão, controle e experiência”, enquanto Roberto David Mendes da Silva, gerente geral de marketing da Petrobras, conduziu a palestra “Ambição e realidade: escalando inovações sustentáveis para mobilidade”.
Outro ponto de destaque foi a mesa-redonda “Brasil: Exportador Global de Soluções Tecnológicas”, que discutiu as condições para ampliar a participação brasileira no desenvolvimento e na exportação de tecnologias relacionadas à mobilidade e à transição energética. O debate contou com Livia Reis Rocha, do BNDES; Joel Boaretto, do Instituto Hercílio Randon; Camila Ramos, da Clean Energy Latin America; e Everton Lopes, vice-presidente da AEA, com mediação do jornalista Pedro Kutney.
Ainda no primeiro dia, a AEA e o Instituto Minerva apresentaram o Programa de Residência em Engenharia Automotiva, iniciativa voltada à formação e ao desenvolvimento de novos profissionais para o setor. A entidade também havia programado o lançamento do Caderno de Tendências Tecnológicas – Minerais Críticos & Materiais Estratégicos para a Indústria da Mobilidade.
Do lado de fora, a exposição reúne empresas e instituições que apresentam tecnologias, produtos e soluções para a engenharia automotiva e a mobilidade.
Segundo dia concentra debates sobre digitalização e transição energética
Nesta quinta-feira (27), último dia do SIMEA 2026, a programação começa com o painel “A digitalização do setor, do código do software ao chão de fábrica”. O tema reforça uma das principais transformações da indústria automotiva: a crescente integração entre software, eletrônica, conectividade, automação e os processos de desenvolvimento e produção de veículos.
Na sequência, Andrew McKnight, da Innospec, participa da programação com a palestra especial “A importância dos aditivos na transição energética”, trazendo para o debate a evolução dos combustíveis e lubrificantes diante das novas demandas de eficiência e sustentabilidade.
O encerramento da 33ª edição será marcado pela mesa-redonda “Mulheres em Alta Velocidade: liderança, inovação e engenharia na mobilidade”. O encontro reunirá Bia Figueiredo, Rachel Loh, Alessandra Alves, Fabiana Ecclestone e Suzane Carvalho, com mediação de Keurrie Goes, da Petrobras.
A discussão amplia o olhar do simpósio para a participação feminina na engenharia, no automobilismo e na liderança de áreas estratégicas da mobilidade, destacando trajetórias profissionais e a presença cada vez maior das mulheres em posições de protagonismo no setor.
Engenharia brasileira como eixo da transformação
Além da programação principal, o SIMEA 2026 conta com a apresentação de 60 trabalhos técnicos, selecionados e organizados em áreas que incluem transformação digital, gerenciamento de energia e powertrain avançado, emissões e poluentes veiculares, combustíveis e lubrificantes, mobilidade autônoma e conectada, segurança, eletrônica e software veicular, além de manufatura, materiais e redução de peso.
A programação reforça uma característica que vem marcando as discussões da AEA: a busca por uma abordagem tecnológica diversificada para a mobilidade brasileira. Em vez de uma única solução, o simpósio coloca em pauta a combinação de tecnologias e recursos disponíveis no País, considerando a matriz energética brasileira, os biocombustíveis, a eletrificação, a digitalização e o desenvolvimento de soluções próprias.
Com o encerramento previsto para esta quinta-feira, o SIMEA 2026 consolida dois dias de debates sobre os desafios e oportunidades para a engenharia automotiva brasileira, aproximando indústria, governo, academia e profissionais em torno de temas que deverão influenciar a competitividade e a sustentabilidade do setor nos próximos anos. A AEA mantém o simpósio como um dos principais fóruns nacionais de discussão técnica sobre o futuro da mobilidade e da engenharia automotiva.
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