Cummins Brasil amplia gama de quatro cilindros com novo motor F3.0 de até 200 hp
Desenvolvido a partir de uma nova arquitetura, a plataforma de 3 litros estreia com até 620 Nm de torque e reúne avanços em combustão, gerenciamento térmico, injeção e pós-tratamento, ampliando a possibilidade de atendimento para aplicações leves
29/10/2026 – A Cummins Brasil amplia sua gama de motores de quatro cilindros com a estreia do F3.0 na Fenatran 2026. Desenvolvido a partir de uma nova arquitetura, o motor de 3 litros entrega até 200 hp e 620 Nm de torque e acrescenta ao portfólio da líder em tecnologia de energia uma nova solução para aplicações leves a partir de 3,5 toneladas.
A chegada do F3.0 responde à evolução das demandas dos veículos comerciais no País. Fabricantes e operadores buscam maior produtividade e capacidade de carga, o que amplia as exigências de potência e torque. Ao mesmo tempo a demanda por redução de consumo de combustível permanece, fazendo com que o correto dimensionamento dos motores se torne um fator determinante para a competitividade. O F3.0 permite à Cummins atender uma nova faixa do mercado com uma plataforma de menor cilindrada, desenvolvida para responder a essa equação com eficiência.
“O mercado brasileiro segue crescendo em setores como e-commerce e o F3.0 amplia nossa capacidade de atender a essas transformações e reforça uma estratégia construída a partir do conhecimento acumulado em mais de 50 anos de atuação no Brasil”, afirma Adriano Rishi, presidente da Cummins Brasil.
O F3.0 foi concebido para equilibrar potência e torque, consumo, integração ao veículo e competitividade. A nova plataforma amplia as possibilidades de desenvolvimento para os fabricantes de veículos comerciais leves e permite à Cummins avançar sobre uma nova faixa de atendimento de sua gama de quatro cilindros.
“A decisão sobre o que trazer para o País parte do diálogo com os fabricantes, do potencial de cada aplicação e das oportunidades que identificamos localmente. O F3.0 é resultado dessa avaliação e amplia o pacote de soluções que podemos oferecer aos fabricantes no Brasil”, reforça Rishi.
O F3.0 chega inicialmente importado, com possibilidade de montagem regional à medida que os projetos com fabricantes de veículos avancem e o produto ganhe demanda e escala no mercado.
Nova engenharia para uma plataforma de 3 litros
O desenvolvimento do F3.0 começou por uma nova arquitetura de motor. Bloco e cabeçote foram redesenhados, assim como os sistemas de arrefecimento e lubrificação. A partir de simulações e testes, o fluxo do líquido de arrefecimento foi otimizado para favorecer o gerenciamento térmico e a eficiência do conjunto.
O trabalho de engenharia também avançou sobre a admissão e o escape, com alterações desenvolvidas para otimizar o fluxo dos gases e favorecer o processo de combustão. Associadas à evolução do sistema de injeção, essas soluções contribuem para que o F3.0 alcance até 200 hp a 2.900 rpm e torque máximo de 620 Nm a 1.700 rpm.
O F3.0 utiliza turbocompressor de estágio único com tecnologia wastegate, que controla a pressão gerada pelo turbo por meio do gerenciamento do fluxo dos gases de escape. Otimizada para a nova plataforma, a configuração atende às demandas de desempenho e eficiência do motor com uma arquitetura robusta e competitiva.
Outra tecnologia presente no F3.0 é o EGR (Exhaust Gas Recirculation). O sistema direciona parte dos gases de escape novamente para a admissão, integrando a estratégia de combustão do motor. Além de contribuir para o controle das emissões de NOx, sua utilização na nova plataforma também auxilia na eficiência e redução do consumo de combustível.
Pós-tratamento também evolui
O F3.0 incorpora uma nova solução de pós-tratamento integralmente desenvolvida pela Cummins, que integra DOC, DPF e SCR em uma configuração mais compacta em comparação com os demais motores da família F. O projeto traz avanços no misturador de Arla 32, bem como no fluxo interno dos gases de escape, desenvolvidos para favorecer maior eficiência do processo de conversão dos gases de escape.
A evolução também contribui para a eficiência total do conjunto. O pós-tratamento precisa operar em faixas adequadas de temperatura para realizar as reações químicas responsáveis pela conversão dos gases. Ao ampliar a eficiência desse processo nas condições previstas de operação, o novo sistema reduz a necessidade de estratégias do motor que demandem combustível adicional para elevar a temperatura dos gases de escape, contribuindo também para o consumo de combustível.
Com isso, combustão, gerenciamento térmico e pós-tratamento atuam de forma integrada no F3.0, conciliando o atendimento aos requisitos de emissões com a busca por maior eficiência energética do conjunto.
Cummins Brasil
Texto Final de Comunicação Integrada
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