DeepWay prepara chegada ao Brasil com investimento de R$ 100 milhões e plano de produção nacional de caminhões elétricos em SC
Fabricante chinesa de caminhões elétricos inicia operação comercial em novembro e prevê rede de atendimento, montagem em SKD e futura produção em CKD em Santa Catarina
A DeepWay Technology, fabricante chinesa de caminhões elétricos, prepara sua entrada oficial no mercado brasileiro com um projeto que combina importação, expansão da rede de atendimento e futura industrialização no País. A operação comercial está prevista para começar em 1º de novembro, com investimentos estimados em R$ 100 milhões entre 2027 e 2030.
| Guan Wang, diretor da DeepWay para a América do Sul |
A estratégia inicial será baseada na comercialização de veículos produzidos na China. Ao mesmo tempo, a fabricante já estrutura um processo de localização gradual, que deverá passar pela importação, avançar para a montagem em SKD (Semi Knocked Down) e, posteriormente, chegar ao modelo CKD (Completely Knocked Down), com ampliação progressiva do conteúdo nacional.
Rede começa com dez pontos de atendimento
No primeiro ano de operação, a DeepWay pretende estabelecer uma rede com dez pontos de atendimento no Brasil. A expansão inicial terá como foco as regiões Sudeste, Sul e Nordeste, antes de avançar para outras áreas do País.
A estratégia prevê crescimento gradual da cobertura, com a meta de alcançar presença nacional em aproximadamente cinco anos. A estrutura de atendimento será um dos pilares para sustentar a chegada dos caminhões elétricos e dar suporte à operação das primeiras frotas.
Santa Catarina será base da futura operação industrial
Dentro do projeto de localização, Santa Catarina foi escolhida como o Estado para receber a futura operação industrial da DeepWay.
Segundo Guan Wang, a empresa já mantém conversas com o governo catarinense, embora ainda não tenha divulgado a possível localização da unidade.
O cronograma apresentado pelo executivo estabelece uma evolução em três fases. A operação com veículos importados está prevista para 2027 e 2028. Entre 2029 e 2030, a fabricante pretende avançar para a montagem em SKD. Na etapa seguinte, o projeto deverá evoluir para a produção em CKD, ampliando gradualmente a participação de componentes e processos realizados no Brasil.
Essa trajetória sinaliza que a estratégia da DeepWay vai além da simples comercialização de caminhões importados. A companhia pretende construir uma estrutura capaz de acompanhar o crescimento da demanda por veículos elétricos comerciais e, posteriormente, ampliar sua integração produtiva no mercado brasileiro.
Brasil como plataforma para a América do Sul
A escolha do Brasil também está relacionada ao potencial de utilização do País como plataforma para a expansão da DeepWay na América do Sul.
De acordo com Wang, a dimensão do mercado brasileiro e a disponibilidade de energia renovável estão entre os fatores considerados pela companhia para iniciar suas operações no País.
A fabricante avalia ainda a possibilidade de, no futuro, utilizar a estrutura brasileira para atender outros mercados sul-americanos. Dessa maneira, o projeto nacional poderá assumir uma função estratégica dentro da expansão regional da marca.
Star 513 e StarWay marcam a estreia
A chegada da DeepWay ao Brasil começa com os modelos Star 513 e StarWay, que representam a primeira etapa da estratégia comercial da fabricante chinesa.
A empresa entra no mercado brasileiro inicialmente com veículos importados, mas com um planejamento que prevê a evolução da operação para uma estrutura comercial e industrial de maior escala.
O movimento coloca a DeepWay em uma trajetória de expansão no segmento brasileiro de caminhões elétricos, combinando importação, formação de rede, localização produtiva e potencial exportador. O projeto também mostra como o mercado brasileiro passa a ser considerado pelas fabricantes de veículos comerciais eletrificados não apenas como destino de vendas, mas como possível base para operações regionais.
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